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segunda-feira, 23 de março de 2009

Porsche Museum







Après trois ans de travaux et 100 millions d’euros d’investissement, voici les photos et images extérieures du projet du nouveau musée Porsche basé à Stuttgart. Une surface de 5 600 mètres carré, conçue par le cabinet d’architecture Delugan Meissl. Via Fubiz

Porsche Museum

domingo, 22 de março de 2009

Como nasce um produto

Revista EXAME - Por Daniel Hessel Teich

O lançamento de uma simples pasta de dentes por uma multinacional revela toda a complexidade e os riscos que as empresas enfrentam ao colocaruma nova marca nas prateleiras

A quebra do banco Lehman Brothers, em setembro, provocou uma apreensão fora do comum na torre E do Centro Empresarial de São Paulo, na zona sul da capital paulista. É lá que fica a sede brasileira da gigante de produtos de consumo americana Procter&Gamble, maior anunciante do mundo, dona de um faturamento de 83 bilhões de dólares e um portfólio de 300 itens, que vão de alimentos a produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica. Não que a quebra do banco e a sucessão de acontecimentos catastróficos que se seguiriam tivessem impacto imediato sobre os negócios da empresa no Brasil. O que se temia era que o derretimento da economia dos Estados Unidos pudesse arrastar para o buraco um projeto cuidadosamente montado pela filial desde março de 2006. No momento em que se deu o colapso financeiro americano, a P&G do Brasil dava os retoques finais para lançar em grande escala seu primeiro creme dental no país, um passo mais ousado e complexo do que a simplicidade do produto faz parecer. Com o agravamento da crise, o presidente da P&G no Brasil, o egípcio Tarek Farahat, procurou o presidente mundial da companhia, Alan G. Lafley. "A empresa não costuma cancelar lançamentos, mas a situação era fora do comum", disse Farahat a EXAME. "Lafley, porém, deixou claro que não mudaríamos absolutamente nada em nossa estratégia. Os investimentos previstos estavam mantidos, seja no lançamento, seja na construção de uma nova fábrica em Alagoas." Numa visita relâmpago à sede da operação em São Paulo, no dia 20 de janeiro deste ano, Lafley voltou a reiterar sua confiança no projeto a um grupo de funcionários reunidos no auditório da empresa. Com a bênção do presidente mundial, o lançamento, cujos principais passos foram acompanhados por EXAME nos últimos quatro meses, seguiu como o planejado. No começo de abril, o creme dental da Procter deve chegar ao mercado nacional com a marca Oral-B Pro-Saúde.
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É fácil entender o motivo por trás da apreensão dos executivos da P&G. Um lançamento bem-sucedido pode mudar a dimensão de um negócio. A Apple ressurgiu das cinzas graças ao fenômeno iPod, aparelho que mesmerizou os consumidores desde o momento em que surgiu pela primeira vez. A Coca-Cola injetou ânimo novo em sua velha marca com a Coca-Cola Zero, produto que imediatamente se tornou um fenômeno de vendas e teve impacto direto no aumento da lucratividade global da empresa. Depois que entraram para o panteão do consumo global, o iPod e a Coca Zero parecem casos que estavam, desde o princípio, destinados ao estrelato. Evidentemente, não é assim que um lançamento funciona. Ambos, como seus resultados mostraram, tinham, de fato, potencial para estourar. Mas como eles surgiram? Que tipo de aperfeiçoamento foi necessário para que despertassem o desejo nos consumidores? Que estratégias de marketing foram utilizadas? "Ter em mãos um bom produto é apenas parte de um amplo processo", diz Jay Desai, ex-executivo da área de inovação da GE e presidente da consultoria americana Institute of Global Competitiveness.

As etapas são várias e, muitas vezes, começam bem antes da concepção do produto em si (veja quadro). A Procter&Gamble, por exemplo, aproveita a condição de uma das maiores máquinas de inovação do mundo, com 27 000 patentes registradas, para impulsionar sua produção de lançamentos. O novo creme dental que será lançado no Brasil reuniu 25 dessas patentes, invenções como uma substância que elimina as bactérias da boca e outra que reduz manchas nos dentes. O período de estudos para a execução de um projeto dessa envergadura é longo. Apenas em pesquisas, o produto consumiu 12 anos e foi alvo de mais de 30 estudos científicos. Lançado nos Estados Unidos em 2006, com o nome de Crest Pro-Health, permitiu à marca Crest - uma das mais tradicionais da P&G - reconquistar a liderança de mercado, perdida dez anos antes para a também americana Colgate. Só em marketing, a introdução da Crest Pro-Health nos Estados Unidos consumiu 100 milhões de dólares, transformando-se no maior lançamento de uma pasta de dentes da história. Seria possível até esperar que, com um retrospecto desse porte, a P&G simplesmente mandasse as caixas de pastas de dentes para os supermercados brasileiros e começasse a vender seu produto.

Não foi o que aconteceu. Para lançar seu novo creme dental no Brasil, a empresa praticamente refez todo o caminho que a matriz já havia trilhado anos antes no mercado americano. Entre março de 2006 e fevereiro de 2009 - portanto durante quase três anos de trabalho -, a P&G brasileira realizou 15 diferentes pesquisas de mercado, ouvindo 5 200 consumidores, número quatro vezes maior do que o habitual em lançamentos de produto. Nas pesquisas, foram testados desde os hábitos de escovação dos brasileiros até a preferência por sabores - entre a gama de produtos da empresa há variedades como anis, canela, laranja, limão e até mesmo maracujá e açaí, sabores que o brasileiro estranhou. A embalagem também foi submetida à aprovação dos consumidores, sendo avaliada em testes sofisticados, como o eye tracking. Por meio dessa tecnologia, os designers da empresa se valeram de uma tela de computador capaz de registrar o movimento dos olhos dos consumidores pelo produto e, com isso, detectaram os pontos que mais chamavam a atenção das pessoas (como a reação às cores, ao tamanho das letras e às ilustrações na caixa de papelão). Até a decisão pelo modelo final, foram testadas 44 embalagens diferentes.

Por que tanto empenho no lançamento de um único produto, em algo tão simples quanto um creme dental? Do sucesso da iniciativa depende muito a expansão da P&G no Brasil. Sua missão é funcionar como uma alavanca para a área de produtos de higiene bucal da companhia no país, um mercado estimado em 3,2 bilhões de reais por ano. Hoje, a Procter detém 21% do mercado de higiene bucal no mundo, liderando em países como Estados Unidos, Canadá, Itália e Alemanha. Sua participação no Brasil, porém, é de coadjuvante. A Procter está presente apenas no mercado de escovas de dentes, enxaguatórios e fio dental - segmentos que representam cerca de 40% do total da área de higiene bucal. Com o novo produto, a empresa entra na fatia mais robusta do mercado, com vendas anuais estimadas em 1,9 bilhão de reais. Para a Procter, o Brasil é um mercado fundamental, pois se trata do segundo maior das Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Também é um dos que mais crescem no mundo, ao ritmo de 3% ao ano em cremes dentais e 8% em escovas. Segundo cálculos dos executivos da P&G, cada ponto percentual de participação de mercado que a nova pasta de dentes conquistar nos próximos meses representará um crescimento de 10% em seu negócio de higiene bucal. Ganhar espaço nesse setor, porém, é uma tarefa especialmente complexa. Com o lançamento da nova Oral-B, a P&G baterá de frente com as líderes históricas de mercado - a Colgate-Palmolive, dona das marcas Colgate e Sorriso, que concentram juntas 60% de participação, e a anglo-holandesa Unilever, dona da marca Close Up.

A reação dos concorrentes é um dos maiores riscos que um novo produto pode enfrentar - principalmente quando esses concorrentes concentram parcela tão significativa das vendas. Na tentativa de evitar um contra-ataque agressivo, a P&G prepara uma chegada discreta. No princípio, seu produto será distribuído em 35 000 pontos-de-vendas considerados estratégicos, de um total de 350 000. Apesar de já ter comerciais de TV gravados com o novo produto, a P&G não deve realizar campanhas publicitárias de massa em um primeiro momento. O marketing se concentrará na distribuição de amostras grátis em consultórios dentários e no lançamento de pacotes promocionais, nos quais o creme dental será distribuído como brinde na venda de outros itens da linha Oral-B. Ao todo, está prevista a distribuição de 4 milhões de amostras grátis em consultórios dentários, enquanto outros 3 milhões de tubos serão distribuídos como brinde. As duas iniciativas são o que os profissionais de marketing chamam de ferramentas de experimentação. "O principal objetivo do lançamento é despertar a atenção do consumidor e levá-lo a testar rapidamente o produto", diz Farahat. "Nossas pesquisas mostram que o consumidor que testa o nosso produto tende a adotá-lo como marca preferencial."

A estratégia de lançamento da nova Oral-B no Brasil é uma clara demonstração de como uma empresa do porte da P&G tira proveito de seu processo de globalização - mesmo em períodos de crise econômica. Com quatro fábricas instaladas no país, a P&G não produzirá um grama sequer do produto no Brasil. As quatro versões da pasta, divididas por faixas de preço, serão importadas. O principal produto da linha, o creme dental Oral-B Pro-Saúde, com preço de cerca de 4 reais, tem fórmula idêntica à Crest Pro-Health, o creme dental que garantiu à empresa a liderança de mercado nos Estados Unidos. Por questões de escala de produção e logística, o produto não virá da matriz, mas sim da fábrica da empresa na Alemanha, país onde é vendido com a marca de Blend-A-Med. As versões mais populares serão produzidas no México. Como era de esperar, a montagem desse mix criou alguns imprevistos. No final do ano passado, às vésperas do lançamento, percebeu-se que as caixas trazidas da Alemanha eram menores que o padrão brasileiro. Se fossem mantidas no formato original, corriam o risco de desaparecer nas prateleiras dos supermercados. Já as mexicanas tinham o tamanho semelhante às usadas no país. A solução encontrada foi encomendar novas caixas à filial do México, trazê-las desmontadas e organizar uma trabalhosa operação de reembalagem nas fábricas e nos centros de distribuição da P&G no Brasil.

A globalização, porém, para por aí. Ao contrário do que acontece em outras grandes empresas mundiais, com suas marcas e campanhas de marketing padrão, os executivos da P&G concluíram que adaptações ao mercado local seriam determinantes para o sucesso. A começar pelo nome do novo produto. A marca Crest existe nos Estados Unidos desde a década de 50. Lá é tão reconhecida como a Pringles, das batatas fritas, ou a Tide, que batiza o mais vendido sabão em pó do mercado americano. Ao lançar aqui suas fraldas, na década de 90, a Procter não hesitou em usar sua principal marca, Pampers. Fez o mesmo com o sabão Ariel, outro de seus logotipos globais. Por que não fazer o mesmo com a Crest? Por uma questão de tempo, de conveniência e de risco. A Oral-B, marca herdada com a compra mundial da Gillette, tem uma história de mais de 30 anos no Brasil. Batiza uma linha de escovas líder de mercado, com 27% de participação. "Pensamos em usar o nome Crest, mas percebemos que não havia apelo de massa no Brasil", diz César Benitez, diretor de pesquisa de mercado da P&G no Brasil.

O lançamento da pasta de dentes da Crest é um exemplo da complexidade alcançada pelas estratégias de marketing das grandes companhias. Tal sofisticação, porém, não é garantia de sucesso. O índice de fracasso em lançamentos é elevadíssimo. Segundo estatísticas da McDonough School of Business, da Universidade Georgetown, um em cada três lançamentos realizados no mercado americano fracassa. A mesma pesquisa mostra que, em média, 46% dos recursos aplicados em desenvolvimento e comercialização de novos produtos não alcançam o retorno esperado. Realizado em 2007, o lançamento do sistema operacional Windows Vista, da Microsoft, já se transformou num desses antiexemplos. Depois de dois anos de atraso e mais de 7 bilhões de dólares em investimentos, o Vista chegou ao mercado em meio a uma gigantesca operação de marketing, aquilo que o presidente da empresa, Steve Ballmer, definiu como o maior lançamento na história da Microsoft. Quando os primeiros compradores instalaram o software em suas máquinas e os problemas começaram a surgir, a classificação de Ballmer tornou-se uma piada. O Vista travava, era lento e apresentava problemas de compatibilidade com outros equipamentos, como impressoras. (Uma prova de que não há pirotecnia que salve um produto com problemas de concepção.) Surpreendida, a Microsoft realizou uma série de correções, mas o Vista já estava condenado. A empresa terá a chance de se redimir perante o mercado em 2010, quando deverá ocorrer o lançamento do Windows 7. Diante das armadilhas presentes no caminho de um lançamento, Farahat, o presidente da P&G do Brasil, tem revisado cada passo de sua estratégia. Nos últimos dias, adotou um mantra em meio à pressão provocada pela estreia da nova Oral-B. "O diabo está nos detalhes", costuma dizer. O difícil, em momentos como este, é saber em qual detalhe o demônio pode estar escondido.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Casas Bahia - Loja Virtual

Agora a briga do varejo on-line vai ficar boa. Parece particularmente interessante essa agressiva aterrissagem da Casas Bahia na internet em um momento como o atual, quando o varejo pode ser a interface mais fraca e suscetível. Vocês não acham? O post é do Beto Toledo, via UoD.

A Casas Bahia lançou no dia 2 de fevereiro último sua loja virtual, a filial nº 5.000 e tem como perspectiva responder por até 2% do faturamento da Casas Bahia em seu primeiro ano de funcionamento.

É o primeiro site no mundo desenvolvido em cima de uma plataforma de mainframe - computador de grande porte que processa os dados da Casas Bahia segundo a segundo.

A tecnologia permite um ambiente virtual integrado com o da rede em tempo real, ou seja, exatamente como na loja física, assim que a compra é validada no site, há geração de cadastro, de pedido de venda, baixa no estoque, a entrega é acionada e a mercadoria levada ao cliente no prazo determinado.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Cenário de incertezas, momento de se construir um novo cenário

Anteontem, de volta após o recesso de final de ano, retomei conversas com empresários e presidentes de algumas empresas. Fiquei assustado com o que ouvi. A notícia da posse dos prefeitos eleitos foi totalmente ofuscada pelos futuros desdobramentos da crise. Ninguém fala outra coisa a não ser sobre o quadro de incertezas que paira no ar.

O medo continua presente na agenda dos executivos, ainda mais quando as perspectivas são bastante negativas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, estima queda de 7% na produção industrial em novembro passado. Ritmo que deve permanecer no primeiro trimestre de 2009.

Até mesmo o comércio espera por dias nebulosos, apesar das vendas de final de ano nos shoppings de todo o Brasil terem crescido 3,5% em 2008, se comparadas ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). Em comentário feito na CBN nesta quarta-feira, a jornalista Míriam Leitão fala que o comércio está estocado e não deve fazer muitas encomendas à indústria.

É natural existir dúvidas diante das dificuldades que a economia mundial enfrenta. Mas vejo um tom de exageros e incertezas injustificadas. Não podemos esquecer que há boas notícias. Vejam o grupo Pão de Açúcar que após maré de turbulências planeja expansão e avalia compra de 15 empresas, segundo afirmou o presidente Claudio Galeazzi, em entrevista dada ao portal da revista Exame.

Claro que é recomendável cautela, repensar decisões de investimento, gerenciar melhor os custos, aproveitar para selecionar de forma rigorosa os funcionários que serão promovidos, ser mais rígido na concessão de bônus que não precisam, necessariamente, estar atrelados aos ganhos que a empresa obteve.

No entanto, precisamos ter uma visão menos pessimista. O brasileiro sabe como ninguém lidar com altos e baixos. E mais. Deveria aprender que crises sempre existirão e as ondas passam. Elas fazem parte do processo de mutação que ocorrem em todas as esferas imagináveis. Nada está incólume.

Ou seja, as incertezas devem ser traduzidas em momento de criar um novo cenário, promover uma análise mais criteriosa das ações a serem tomadas, ampliar o espírito empreendedor que existe em cada um de nós, aperfeiçoar o processo decisório. O que não podemos é seguir os mesmos passos.

A crise foi gerada por especulações, malandragens e supervisão frouxa daqueles que deveriam fiscalizar as instituições financeiras norte-americanas e, curiosamente, medidas drásticas começam a ser estudadas mediante especulações. É uma roda viva sem fim. Talvez o grande desafio que ainda não sabemos como lidar é aprender a nadar para não se afogar. Incertezas são inerentes à vida.

O grande segredo está em como transformar a retórica de anos e anos se queremos de fato evitar que outras marolas continuem provocando traumas, muitas vezes irrecuperáveis.

Não é hora para desespero, pânico. É hora de arregaçar a manga, trabalhar duro, se adaptar ao novo patamar de negócios e sair lá na frente, maior e melhor.

Texto de Júlio Sergio/HSM

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Saída criativa para a proibição da publicidade de cigarro

Desde 2004, o governo indiano começou a dar sinais de que a proibição da publicidade de cigarros estava nos seus planos. E essa decisão tornou-se realidade na Índia há muito pouco tempo. Desde outubro passado, ou seja, há menos de um mês, a propaganda de tabaco foi banida da mídia indiana. Assim como no Brasil - cuja proibição de publicidade de cigarros está em vigor desde 2001 - por aqui, agências e fabricantes já vinham se preparando para esse cenário. A British American Tobacco (BAT), que na Índia atua por meio da ITC (da mesma forma que no Brasil está presente por meio da Souza Cruz), também é líder absoluta do mercado local com quase 80% de participação e é cliente da JWT Índia.



Uma de suas marcas, no entanto, a Wills, encontrou uma saída criativa e inteligente para driblar a restrição à propaganda de cigarros. Em 2003, a ITC criou uma divisão de varejo com a marca Wills Lifestyle, que começou com uma loja de moda jovem e roupas casuais e hoje possui diversas submarcas: Wills Classic (moda para o dia-a- dia), Wills Sport, Wills Clublife (acessórios e underwear), Essenza Di Wills (linha de fragrâncias) e Fiama De Wills (produtos para o cabelo).



A moda passou a ser uma extensão da Wills, desvinculando a marca de seu produto original - o cigarro. Desde 2006, o maior evento de moda da Índia leva a assinatura da marca, o Wills Lifestyle India Fashion Week. A marca hoje é uma das mais desejadas do país em um processo inovador de redirecionamento de core business.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Empresa japonesa testa internet via rede elétrica no Brasil


Modens com essa tecnologia estão sendo usados em Barreirinhas (MA).
Conexão é de 200 Mbps, contra até 30 Mbps da banda larga no país.


A empresa japonesa Panasonic está de olho na regulamentação do serviço de banda larga pela rede elétrica no mercado brasileiro. A companhia trouxe seus modems para conexão pela tecnologia Power Line Communication (PLC) e está testando o serviço em Barreirinhas (MA), em parceria com a Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou em consulta pública nesta semana uma proposta para regulamentar o serviço de internet pela rede elétrica no país.

Como explicou Eduardo Kitayama, consultor técnico de vendas da Panasonic Brasil, a empresa colocou três equipamentos em Barreirinhas, em uma biblioteca pública, em um restaurante e em uma loja, onde as conexões estão sendo feitas a uma velocidade de 200 Mbps -- hoje as velocidades mais altas no país são a 30 Mbps.

Outros testes devem ser iniciados em 2009, segundo ele, também em parceria com a Aptel. Em Recife (PE), por exemplo, elas deverão testar o PLC em um novo empreendimento imobiliário que está em fase de construção.

Antes mesmo da regulamentação, algumas concessionárias de energia já realizaram testes da tecnologia em suas regiões. Esse é o caso, por exemplo, de estados como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Complemento
De acordo com Kitayama, o PLC poderá ser um complemento a outras tecnologias de conexão, como o Wi-Fi, especialmente em regiões onde a rede fixa de telefonia não esteja presente. "Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 20 milhões não têm rede de telefonia fixa. Já a energia elétrica está em 99% das casas", comparou.

Nas grandes metrópoles, especialmente em prédios antigos, o PLC também pode ser uma alternativa à uma infra-estrutura já obsoleta e congestionada, por exemplo.

Os modems da Panasonic são fabricados na Malásia e no Japão. No Brasil, entretanto, "a tecnologia é nova e ainda desconhecida do consumidor final". Kitayama espera, no entanto, que "a partir de 2009 comece a existir uma certa demanda" e, quando ela o justificar, a empresa poderá nacionalizar a sua produção. "É preciso ter volume para justificar a fabricação".

A companhia já vende modems para conexões pela rede elétrica em seu próprio país de origem, além de nos Estados Unidos, México e algumas nações da Europa. No Japão, explicou ele, "o modem PLC já é vendido nas prateleiras das lojas".

A empresa também planeja a conexão de equipamentos através desta tecnologia. No Japão, por exemplo, um interfone é conectado a uma TV de plasma e, com a conexão via PLC, permite ao morador ver a imagem da pessoa que está batendo em sua porta.

Como admite que "a escassez de energia é uma preocupação", Kitayama afirma que o PLC poderá, inclusive, ajudar no controle de gastos de cada eletrodoméstico se estiverem conectados aos medidores de consumo da concessionária de energia. Via G1

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bullseye Bodega by Target



We were pleasantly surprised by Target's Bullseye Bodega pop-up concept, featuring guest-designer clothing, accessories and objects at Target's usual low prices. Four Manhattan locations will be open for four days only—12-15 September 2008—though much of the merchandise will be available online and in Target stores later on.

Taking a page from the original Bodega shop in Boston, Bullseye Bodega mimics the traditional NYC corner store. Grocery shelves and produce coolers hold clothes, accessories and beauty products. Highlights include a womens line by Jonathan Saunders, accessories by Anya Hindmarch and some paper goods by John Derian, all of which are in advanced release at the pop-up shop before hitting general Target stores. Visit Target for the full list of the 22 designers participating as well as the pop-up shop locations.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Maestro Dobel Tequila



"Maestro Dobel is a luxurious silver tequila with the complexity of an aged spirit. Created by Juan-Domingo “Dobel” Beckmann, the sixth-generation leader of the world’s most prominent tequila-producing family, Maestro Dobel Dobel is diamond-clear – a result of a proprietary blending and filtration technique. Hand-crafted in Jalisco, Mexico, Dobel is a distinctive blend of three aged tequilas: Reposado (rested 15 months), Anejo (rested 24 months), and Extra-Anejo (rested for 36 months). Maestro Dobel will be available in August 2008 at the finest evening establishments in Los Angeles, Boston, Milwaukee and Atlanta as well as online where legal. Dobel is 40% Alc./Vol. and has a suggested retail price of $74.99. "

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O mercado de cervejas em Julho

As cervejarias estão recebendo neste momento os números da Nielsen do mês de julho. O resultado é uma alteração de mercado de cervejas que há anos não se via. A AmBev perdeu 0,7% de mercado no mês passado. Caiu de 67,4% para 66, 7%. E para quem acha uma perda pequena, um dado relevante: cada 0,1% de participação significa 30 milhões de reais por ano a mais em faturamento.

Quem capturou a perda da líder de mercado, foi a Schincariol, a vice-líder. Passou de 13,1% para 13,6% de share. Em reais, portanto, está se falando de uma diferença de 150 milhões num ano. Uma receita que faz a diferença em qualquer empresa. Desde os tempos do lançamento da Nova Schin, no final de 2003, que a empresa não registrava um resultado tão expessivo. Àquela altura, chegou a ter 15,1% do mercado total, um percentual que virou espuma nos meses seguintes.

A Femsa (fabricante da Sol e da Kaiser) passou de 7,6% para 7,7% entre junho e julho. E a Petrópolis (dona da marca Itaipava) subiu de 9,1% pra 9,2%.

Em volume fabricado, o mercado de cervejas cresceu em julho. Isso vale inclusive para a AmBev - só que as outras cresceram mais.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

InBev e Anheuser estão próximas de acordo, diz jornal

A companhia de bebidas norte-americana Anheuser-Busch está em conversas ativas para ser vendida à cervejaria belgo-brasileira InBev em um acordo amigável, informaram pessoas próximas à situação ao jornal norte-americano The New York Times.

Uma das fontes afirmou que a InBev indicou que poderia pagar US$ 70 por ação da companhia norte-americana, o que somaria uma proposta total de quase US$ 50 bilhões. A proposta inicial da InBev era de US$ 65,00 por ação, o que totalizaria cerca de US$ 45 bilhões. Porém, a Anheuser-Busch rejeitou a oferta, considerando o preço como "pechincha".

Os termos exatos do potencial acordo não foram detalhados e as pessoas ouvidas pelo jornal alertaram que as negociações ainda podem fracassar. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Mercedes sem gasolina

A previsão é da própria empresa: até 2015 sua linha de automóveis será totalmente livre de petróleo. Carros elétricos, bio-diesel e até hidrogênio fazem parte dos planos da Mercedes que já tomou a decisão de migrar para fontes alternativas de energia de forma definitiva. A previsão pode ser otimista, mas nada como o custo atual do petróleo para gerar mudanças radicais e quebrar paradigmas da indústria.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O carro do futuro nao terá lataria, terá pele

A BMW criou o Gina Light Visionary Model, um modelo de carro esportivo construido para mostrar o que poderá ser possivel em 10 anos. É coberto com um material que parece tecido, estica e molda-se à estrutura do carro acompanhando movimentos que o usuario pode fazer, por exemplo, com as portas. As portas sao flexiveis, podem ser curvadas. O engenheiro que apresenta o carro nao fala em lataria, fala em "pele". Outra caracteristica do carro é mostrar os recursos apenas quando necessario - os farois só aparecem sob a cobertura quando sao acionados. Clique na imagem abaixo para ver o video no YouTube.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Por que ajudar a Gradiente?

Há 10 anos a Gradiente não tem lucro operacional. Isso significa que, há uma década, a empresa não consegue ganhar dinheiro com sua atividade principal, a produção de eletroeletrônicos. O empresário Eugenio Staub, dono da empresa, recebeu duas grandes boladas nos últimos anos com a venda de uma fábrica em Manaus para a finlandesa Nokia e com a venda da marca Philco para a holding Itaúsa (controladora do Itaú). Nem essas injeções de dinheiro foram capazes de fazer a companhia prosperar.

Apesar desse quadro desanimador, o presidente Lula está dizendo por aí que fará o que estiver a seu alcance para ajudar a Gradiente (Staub foi o primeiro empresário a apoiar Lula publicamente durante a campanha do então candidato à presidência da República, em 2001).

Chega a ser vergonhoso que o governo queira dar uma mãozinha a uma empresa claramente incapaz de atuar no mercado. Colocar mais dinheiro na Gradiente não vai tirá-la no buraco -- vai apenas estender a sangria às custas do dinheiro público. Em vez de tentar ajudar Staub, o governo deveria se preocupar com os milhares de microempresários que todos os anos têm de fechar seus negócios esmagados pelos altos impostos e por um sistema trabalhista ultrapassado.

Fonte: Blog da Cris Correia/Exame

terça-feira, 8 de abril de 2008

M.Dias Branco compra a Vitarella por R$ 595 milhões



A M.Dias Branco, principal fabricante brasileira de massas e biscoitos, anunciou ontem a compra da Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda, conhecida como Vitarella. Sediada em Pernambuco, a Vitarella foi comprada por R$ 595 milhões. A Vitarella produz mais de100 produtos, principalmente biscoitos e massas. Ela é líder de mercado em Pernambuco, na Paraíba, Alagoas e no Rio Grande do Norte e tem estendido sua atuação para outros Estados brasileiros.Criada em 1973, a empresa tem mais de 1800 empregados e se enquadra da estratégia de crescimento da M.Dias Branco. Sediada no Ceará, a M.Dias Branco foi criada em 1940, como uma padaria. A empresa cresceu muito a partir da década de 90, quando o então presidente Fernando Collor acabou com as restrições burocráticas para a produção de farinha de trigo.Desde então, a M.Dias Branco investiu na construção de moinhos de trigo e hoje produz 90% da farinha usada nas suas fábricas de massas e biscoitos. Com esse modelo de negócios, a empresa manteve os custos sob controle e conseguiu avançar no mercado nordestino, oferecendo marcas populares de biscoitos como Richester e Fortaleza. Em 2003, a empresa comprou a Adria e se consolidou como uma das líderes do mercado nacional de massas e biscoitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

domingo, 23 de março de 2008

AMC TÊXTIL se torna o maior grupo de moda do Brasil



Na última terça-feira, o grupo AMC Têxtil - dono das marcas Colcci, Sommer, Coca-Cola Clothing, Carmelitas e Malharia Menegotti - comprou as grifes Forum, Triton, Forum Tufi Duek e Tufi Duek, do consagrado estilista carioca Tufi Duek. O negócio, fundado em 1980 pela família Menegotti, possui a sua sede na aprazível cidade catarinense de Brusque.

A grife Forum, criada em 1981, é uma das mais antigas do mercado brasileiro, tendo surgido na mesma época de duas outras grandes marcas de jeans, a Zoomp (do estilista Renato Kherlakian, e vendida em 2006 para o grupo I'M) e a M. Officer, de Carlos Miele. Estima-es que o faturamento da Forum é de aproximadamente R$ 200 milhões anuais, e que esta se encontra em boa saúde financeira.

A Forum tem 22 lojas próprias - em São Paulo, Rio de Janeiro e em mais 6 outras capitais -, 25 lojas franqueadas, e a marca também está presente em outras 600 lojas multimarcas espalhadas pelo Brasil.

Apesar de não revelar os números ao mercado, estima-se que o faturamento anual da AMC Têxtil é de aproximadamente R$ 500 milhões. Com a aquisição, além de se tornar a líder do mercado brasileiro, o faturamento do grupo pula para R$ 725 milhões, com base nos dados auditados de 2007.

Atualmente, a receita do grupo está assim dividida pelas suas respectivas marcas: 70% da Colcci, 18% da Coca-Cola Clothing, 12% da Sommer e 2% das Carmelitas. Com a aquisição das marcas do grupo TD, a expectativa é que essas tornem-se responsáveis por cerca de 45% a 50% do faturamento do grupo em 2009. Via Pragma

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dubai Waterfront City



Mais um projeto impressionante em Dubai. Criado pelo escritório de arquitetura de Rem Koolhaas, a cidade foi projetada como um modelo de funcionalidade e com algumas inovações que exploram o potencial de lugares ainda pouco aproveitados. Trabalhar em uma esfera pode ser interessante, uma forma que quebra a rigidez de um edificio comum dos dias de hoje.

Abaixo um video que achei no youtube explicando melhor o projeto.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Metro Madrid



Impressionante a produção e idéia desse VT. Abaixo uma reportagem sobre o Metro de Madrid, exemplo de transporte público que deu certo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Eisenbahn quer bar próprio



O projeto ainda está na prancheta, cercado de mistério e com algumas pendências. Mas a Eisenbahn, microcervejaria de Blumenau (SC), quer inaugurar, no segundo semestre, dois bares próprios da marca. "A idéia é ter locais para trabalhar com a linha toda, usando copos corretos e contando com cardápio específico de pratos para harmonização com cada cerveja", diz Juliano Mendes, diretor de marketing da Eisenbahn.

Segundo ele, outra vantagem de ter bares da marca é proteger a microcervejaria da concorrência. "Como há no mercado política forte de compra de pontos, é uma maneira de evitar pressão." Os locais das duas unidades ainda não foram definidos, mas Mendes diz que São Paulo não está fora dos planos. "É um mercado que funciona como vitrine para nós."

A idéia de montar bares próprios já foi utilizada pela carioca Devassa, que em 2007 foi adquirida pela Schincariol, assim como a Baden Baden, de Campos do Jordão. Apesar da coincidência, Mendes nega planos de vender a microcervejaria.

Enquanto isso, a Eisenbahn lança novidades no mercado. Esta semana, chega às prateleiras a "5", cerveja criada na comemoração de aniversário da micro, criada em 2002. É uma lager (cerveja de baixa fermentação), com 5,4% de teor alcoólico. Do estilo viena, tem cor avermelhada e passa por processo de dry hopping, ou adição de lúpulo na fase final de produção, o que lhe confere aroma intenso do ingrediente. No gosto, doçura inicial e amargor pronunciado. Ela deve custar em torno de R$ 4,15.

Também será lançada a versão em 375 ml da Lust, cerveja cuja produção passa por processo semelhante ao de champanhe. O preço deve ficar em torno de R$ 29,90. Via Estado de São Paulo

Apaixone-se pelo lucro

Oriovisto Guimarães é um dos palestrantes do Fórum de Lucratividade que acontece nos dias 11 e 12 de março, em São Paulo. Estava pesquisando sobre os feitos deste empreendedor pois ele, como todos os outros palestrantes, serão entrevistados durante o evento para a realização de programas HSM Specials que são exibidos as terças e quintas, na ManagemenTV. Oriovisto é um daqueles professores queridos que construiu um império. Os produtos e serviços do Grupo Positivo estão presentes na sala de aula de quase 10 milhões de alunos de escolas públicas e privadas no Brasil e também no exterior. Com a Positivo Informática, assumiu a liderança absoluta no mercado nacional como o maior fabricante de computadores (e tornou-se o 15º no mundo). Minha supresa foi encontrar esse vídeo no You Tube com um texto de Oriovisto que fala sobre paixão. Este vídeo faz parte daquela safra que se popularizou com “Filtro Solar” que já foi gravado até pelo jornalista Pedro Bial. Dê então um minutinho para você se apaixonar…. Reprodução UoD

 
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