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quinta-feira, 2 de abril de 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

Slumdog Millionare. Será tudo isso?

Um dos temas mais recorrentes no momento são as indicacões para Oscar. Um que falam muito mas que só chega ao Brasil dia 6 de março, é o Slumdog Millionare do Danny Boyle. É esperar para ver se é tudo isso mesmo.

Via UoD

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Passe-livre para o Museu do Prado no Google

Os adoradores de arte já são experts em passar por momentos de agonia para terem a chance de ver obras de seus artistas favoritos ao vivo. Das duas, uma. Juntar dinheiro por meses a fio para pagar, pelo menos, a passagem de ida a alguma cidade que possui um museu de grande porte, como Paris, que abriga o Louvre; ou esperar que a alma boa – e rica – de algum empresário patrocine a importação de acervos estrangeiros em exposições temporárias no Brasil. Mas essa tortura, em parte, começa a ter fim a partir desse ano.

A mais nova peripécia tecnológica de serventia pública do Google possibilita o acesso a imagens em altíssima resolução (very high resolution, nas palavras da empresa) de 14 pinturas assinadas por artistas como Velázquez, El Greco e Rembrandt, pertencentes ao Museu do Prado, na Espanha. Para se ter uma ideia, a definição supera em 1.400 vezes a das câmeras digitais de dez pixels – um parâmetro alto, tratando-se de periféricos populares - comercializadas nas lojas. É possível ver em detalhes os relevos da espada que segura o cavaleiro desconhecido retratado por El Greco, em El caballero de la mano en el pecho ou as dobras do véu que cobre a cabeça da menina ajoelhada em Artemisa, de Rembrandt.

Para ver toda a coleção disponibilizada é necessário ter instalado o Google Earth. Pelo Google Maps, a implantação será gradativa, com uma nova obra nova a cada dia, até totalizarem 14 obras online. O melhor de tudo isso? O ingresso é grátis!

Veja abaixo o vídeo do Google sobre o making of das etapas que compuseram o trabalho de captação de imagens feita por um grupo de especialistas. Via Cultura

Academic Earth: um YouTube de aulas

A fase 1: gravar as incríveis aulas das melhores universidades do mundo. Tá indo. A Fase 2: disponibilizar todo esse conteúdo de um jeito mais fácil de achar e usar (os sites das universidades ainda tem uma navegação bem chata). Com essa missão, foi lançada essa semana a versão beta do Academic Earth, uma org que quer reunir aulas numa interface simples e eficiente. Estão todas as grandes universidades por lá: MIT, Yale, Harvard, Berkeley, Princeton, Stanford. Em aulas que vão da Física Quantica a temas atuais como elaboradas avaliações sobre a crise economica mundial. Tudo de graça. E com ranking das top aulas, dos top cursos e top professores. Uma festa. Acesse e use o botão de feedback para mandar suas impressões para que iniciativas como essa sejam cada vez mais frequentes e eficientes. Via UoD


Abaixo, Paul Bloom falando sobre Freud.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

COMO PLANEJAR 2009

2009 será o ano da produtividade: seja na vida pessoal ou corporativa, todos vão precisar fazer mais com menos, ter foco no importante e fazer a execução acontecer! Por isso, não deixe 2009 ser uma cópia mal feita de 2008, sugiro que aproveite esta época, reserve uma hora e faça um planejamento do seu ano:

* Revise o Que é Importante para Você – Ano que vem você precisará de mais foco para não perca tempo a toa. Para isso você deve ter clareza e responder: Que atividades eu devo focar em 2009 e quais eu devo abortar? Faça uma lista de “FOCO” e outra de “STOPs”, depois de concluída faça uma lista de prioridades por ordem de importância. Olhe para os 5 primeiros itens da lista e detalhe um plano de ação na sua agenda para cada um deles.

* Use uma agenda – Eu já falei sobre isso algumas vezes, e volto a insistir, aproveite o começo do ano para escolher uma ferramenta única, centralizada e prática, em que você possa centralizar todos os seus planos.

* Escreva 1-2 metas – Não adianta fazer muitos planos, o melhor é focar em poucos objetivos ao longo do ano, mas que sejam relevantes e viáveis. Como roteiro, pense exatamente no que você quer e defina, pense em indicadores (quanto precisará investir) e em uma lista de ações práticas, de curta duração.

* Crie pontos de controle – A cada bimestre, agende uma reunião de 1h com você mesmo para revisar seus planos, suas metas, seus “FOCOs” e “STOPs”. Isso diminui o risco de que a promessa caia em desuso ao longo da execução.

* Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança – Escolha uma pessoa próxima, que ajude você a manter o nível de confiança, motivação e o uestione sobre os planos. Pode ser um coaching profissional ou aquele amigo chato, que faz você pensar na vida.

* Coloque você no seu ano – Quanto mais tempo para você, mais energia para executar seus planos para 2009! Inclua atividades de lazer, esporte, ócio ou o que fizer você “recarregar as baterias” com uma periodicidade quinzenal.

Já que todos andam dizendo que ano que vem é “dois mil inove”, não se esqueça de fazer uma grande inovação: planejar, manter e executar as promessas de fim de ano! A frase do ano será: Quando há medo, se criam muros. Quando há esperança se criam pontes.

Por Christian Barbosa

Portugese Pavilion - Expo Zaragoza 08




quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Histórias de Steve Jobs

Muito inspirador e uma verdadeira lição de vida. Vale a pena conferir.

Parte 01


Parte 02

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

As pessoas felizes sao mais ativas socialmente e assistem menos TV

Um estudo de dois pesquisadores da Universidade de Maryland, nos EUA, indica que pessoas felizes sao mais ativas socialmente, participam mais de atividades religiosas, votam mais e lêem mais jornal. Por outro lado, as pessoas infelizes assistem mais a TV do que as que sao felizes (20% a mais). O relatório dos pesquisadores John Robinson e Steven Martin, que será publicado em dezembro no jornal Social Indicators Research, analisou 30 anos de dados do General Social Survey, que pesquisa padroes de comportamento dos americanos, investigando até mesmo se eles se sentem felizes ou nao. Robinson e Martin nao concluem, no entanto, se é a felicidade que leva a niveis menores de consumo de TV ou se assistir mais a TV é que leva à infelicidade. Via BlueBus

Chris Langan: o mais inteligente do mundo?

Um dos capítulos do novo livro do Malcolm Gladwell, “Outliers - The Story of Success”, fala sobre Chris Langan, considerado por muitos o homem mais inteligente do mundo. Chris é porteiro de boate e pretende provar matematicamente que Deus existe. Gladwell disse que ficou intimidado pela inteligência do cara. Se considerarmos que o Einstein tinha um QI de 190 e o Chris tem 195, podemos começar a acreditar que o homem realmente é o gênio. Abaixo um documentário sobre a vida dele.


Via UoD

domingo, 2 de novembro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

O que a arte tem a ver com inovação?

Resposta muito simples e objetiva: tudo!

Nenhuma atividade é tão implacável com a criatividade como a de artista, qualquer que seja a vertente explorada. O indivíduo revela-se em tudo o que faz; através da pintura, da dança, da música, das letras, do teatro, exteriorizando sentimentos, idéias e emoções.

A natureza inquietante e sonhadora do artista contrapõe-se, freqüentemente, à realidade prática, utilitária e objetiva. Motivada por profundas vibrações interiores, a sua forma de pensar, divergente e inovadora, pode contribuir para a criação de novos modos de agir, sentir e conceber. Portanto, a arte mostra-se como um remédio eficaz para a falta de criatividade e inovação que permeia muitas organizações nos dias atuais.

O desafio é como estimular as pessoas a se tornarem criativas se tudo que conhecemos leva justamente ao contrário. O sistema educativo tradicional estimula predominantemente o pensamento convergente, lógico e objetivo, baseado na observação, em detrimento da imaginação criativa, que é própria do pensamento divergente, intuitivo e subjetivo. Penso que de alguma maneira a educação deveria permitir o equilíbrio entre a mão e o espírito, entre o fazer e o ser.

A criatividade tem o seu ponto alto na expressão, e como a expressão oscila entre a regra e a emoção, a norma convencional e a inovação, compete a cada um encontrar a forma de expressão que melhor se adapta às suas capacidades físicas e psíquicas. Neste sentido, talvez seja interessante olhar o que acontece com as crianças que via de regra são muito mais criativas que os adultos e a explicação talvez seja porque a criança não conta com o senso critico dos adultos.

Através da livre expressão, a criança projeta-se no que faz. Portanto, se a expressão livre permite desde a infância revelar o ser, com todas as suas potencialidades criativas, a sua prática continuada ajudará a desenvolver a personalidade, intensificando fenômenos subjetivos, como a sensibilidade estética e a imaginação. Isto significa que, na prática, todo artista incorpora um pouco de criança no seu espírito, parafraseando Arno Stern, “A Arte não entra na criança; sai dela”.

A obra de arte é talvez o mais eficaz mecanismo de compreensão do que é a expressão desenvolvida e inteiramente assumida pelo artista, que possibilita revelar a sua maneira de ser, assim como sua maneira de sentir e de pensar. Como o artista é livre para se expressar, ele se vê estimulado a experimentar, e com isso amplia o seu angulo de visão na busca de novas linguagens. Portanto, no plano artístico, a expressão, além de profunda, é inovadora, contribuindo para novos modos de pensar, sentir e agir.

Como todos os indivíduos são potencialmente criativos, a criatividade pode estimulada através de experiências que estimulam o pensamento divergente que, ao contrário do pensamento convergente, aceita várias soluções possíveis. Além disso, o pensamento divergente é capaz de desenvolver relações entre fatos nunca anteriormente percebidos, e com isso, produzir novas formas de resolver os problemas. Outro ponto não menos importante é que o artista, em geral, é muito mais adicto ao experimento, fato que também permite criar soluções de maneira muito mais criativa, além de naturalmente encarar os erros como forma de aprendizado.

Buscando estimular a criatividade no ambiente corporativo, muitas empresas, tem focado ações que estimulem os funcionários a se envolverem com algum tipo de arte, que vão desde concursos de pintura, literatura, fotografia, até a formação de bandas de músicas, orquestras, corais e grupos de dança. Está mais do que comprovado que a capacidade de improviso de uma banda de jazz, o sincronismo e sensibilidade desenvolvidos pelos membros de um coral ou orquestra, ou o equilíbrio emocional trazido por uma aula de dança propiciam o desenvolvimento intelectual e criativo do grupo, assim como desenvolve a capacidade de trabalho entre os membros.

Portanto, a pessoa que tem planos de se iniciar no universo das artes, deve identificar algum tipo de atividade artística que te traria prazer e se engajar de maneira natural. Não é aconselhável definir objetivos agressivos, pois estes tão somente gerarão estresse e em pouco gerando frustração e levando a pessoa a desistir de seguir adiante. Aprender algo novo exige dedicação e disciplina, por isso, se você não reúne as condições de tempo e a flexibilidade necessária é melhor se re-organizar primeiro e depois iniciar estas atividades. Antes de mais nada, é importante que você saiba que a arte acima de tudo exige paixão.
(via http://blog.luizalves.net/)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Geração Y

Na edição setembro-outubro da HSM Management vai ter um estudo mais detalhado sobre a geração Y, e fiquei um pouco curioso e fui buscar mais informações. Achei uma boa definição no site bernabauer.com, mas acredito que vale a pena esperar a revista para entender um pouco mais o comportamento dessa nossa geração. Abaixo a definição:

Geração Y são aqueles indivíduos nascidos entre os anos 80 e 90. Alguns consideram um período ligeiramente diferente, começando alguns anos antes, algo como de 1976 e terminando mais cedo também. Algo por volta de 1985. Outro conceito importante a ser lembrado, já que estamos falando de denominações de gerações, é a Geração X, que são os filhos após a segunda guerra mundial, num período entre 1960 e 1970. Ou seja, são os nascidos após o baby boom, que segundo a regra são os que nasceram entre 45 e 55.

Segundo a wikipedia, que apesar de ter um verbete dedicado ao tópico, tem alguns erros e problemas de qualidade com o texto para o termo Geração Y, diz que esta geração também tem outras denominações como Geração Internet ou filhos do milênio, mas independente do nome, a geração Y é formada por filhos dos baby boomers.

Engraçado que estes termos refletem a realidade norte-americana, mas não necessariamente a realidade do resto do planeta. Lá a geração Y é considerada a primeira geração que já nasceu usando a internet. Emprestando o termo utilizado pelo meu magnânimo chefinho. Estas criaturas que formam a geração Y, são “nativos digitais”, quem nasceu antes dela, são “migrantes digitais”.

Usar a internet, celular, conversar de maneira quase cifrada e desafiando as leis de gramática e ortografia são características que fazem parte do dia-a-dia dos “ipisilones”. Em um artigo do jornal da universidade de Oberlin, Ohio (EUA) existem ainda uma penca de exemplos das coisas que os “ipisilones”, fazem, não fazem, consomem e formas de fazer coisas.

A partir de 2011 pode começar uma nova revolução. Por volta deste ano os mais velhos dos baby boomers estarão se aposentando dando espaço para a geração X (lembra? Os “xizes” vem depois dos baby-boomers, e depois vem os “ipisilones”) chegar a posições importantes nas grande corporações.

Boa parte da não de obra que compõe a força fabril das grande corporações será formado pelos “ipisilones” e isto pode ser muito bom ou muito ruim, já que os “ipisilones” vivem quase numa realidade diferente que os “xizes”, gerando problemas de comunicação e expectativas.

Um bom exemplo desta diferença é que “ipisilones” preferem se comunicar através de meio eletrônico, já os “xizes” preferem encontros presenciais. E tem mais. Os “ipisilones” esperam ganhar mais, ter horas de trabalho mais flexíveis, mais da metade deles esperam ser promovidos no seu primeiro ano de trabalho…

Pessoas Y não aprenderam a desfrutar um livro, porque acham que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. Por isso, constituem uma geração de resultados, não de processos. E uma geração do curto prazo, já que cresceram vendo as novidades morrerem em pouco tempo. Alguns especialistas afirmam que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro por causa dos estímulos da internet e dos videogames (atividades como a leitura exigem o uso do esquerdo).

Não adianta oferecer a esse pessoal desafios do tipo “Aqui você vai aprender muito, terá a oportunidade de conhecer diversos departamentos, poderá viajar…”. É um mau começo. A resposta óbvia de um Y será: “Olhe, diga o que eu tenho de fazer (objetivo) e não queira saber como vou fazer (o procedimento é coisa minha e não agrega valor); respeite minha vida (o que não tem a ver com trabalho: vida são gostos, amigos, estar sempre atualizado etc.) e me informe quanto vou ganhar”. E é bem possível que o chefe da geração X fique sem argumentos (ou irritado) diante de tal resposta.

Este é o pouco que eu consegui coletar sobre a nova geração que está chegando ao mercado de trabalho. Claro que existe muito mais a respeito e eu posso ter vacilado na tradução e na compreensão do que eu li, por isto os comentários estão abertos para correções, discussões e afins.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Beber perto de casa reduz risco de acidentes - pegue essa ideia

A Stella Artois acredita que os pubs desempenham um papel fundamental na vida dos ingleses, sobretudo dos londrinos. Todos acabam tendo o seu pub favorito, seja pela cerveja, seja pela atmosfera e os amigos que encontram lá. E nao estamos falando de pubs grandes, conhecidos. Mas sim daqueles que ficam na vizinhança e sao frequentados cotidianamente.

Partindo desta premissa, a marca de cerveja da InBev criou e está promovendo uma competiçao em que as pessoas votam no seu pub favorito através do site loveyourlocal.co.uk. O ator britânico Jason Flemyng é o garoto propaganda da empreitada. O vencedor será conhecido no fim de agosto. Vai ganhar uma plaquinha, 8,5 mil de libras para aprimoramento e um grande reconhecimento.

Achei a iniciativa inspiradora. Fazer com que as comunidades demonstrem o amor aos bares de bairro (vizinhos às suas residências) é também algo que promove o beber com responsabilidade. Quem bebe perto de casa volta a pé e nao causa acidentes. Uma boa pedida para o Brasil nos tempos de hoje. Via Bluebus

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Japão e as lições de uma cultura milenar

Estava dando uma olhada no Updaters HSM e achei legal esse post de Júlio Sérgio e resolvi compartilhar com vocês na íntegra. Lá vai...

Sempre tive curiosidade em conhecer o Japão, seus hábitos e costumes. Era a única grande economia que ainda não tinha visitado. Por isso, decidi ir ao país no início do mês para ver de perto algumas de suas principais cidades. Curiosamente, no ano em que comemoramos o centenário da imigração japonesa no Brasil. Uma experiência, diga-se de passagem, memorável, que guardarei para o resto de minha vida em meu extenso diário de viagens.
Durante o vôo de volta – que durou cerca de 25 horas, com direito a conexão no Canadá, duas semanas atrás, tive bastante tempo para refletir sobre a cultura milenar do Sol Nascente, arraigada na mente deste povo organizado. Indiscutivelmente, há muito que se aprender com os japoneses. O Brasil é um país jovem, multi-racial e, como tal, não possui uma cultura forte, sistematizada. É, em verdade, um caldeamento de culturas. Parte representada pela comunidade nipônica no país, a maior fora do Japão, com mais de um milhão de descendentes.

Quero destacar pelo menos dois aspectos marcantes da cultura japonesa que poderiam perfeitamente ser assimilados para benefício de todos nós brasileiros. O primeiro refere-se ao respeito aos idosos. Desde cedo, eles aprenderam que os mais velhos são uma inesgotável fonte de conhecimento. Cheios de sabedoria e dispostos a compartilhar com os mais jovens suas ricas experiências.

O respeito pelos mais velhos ou pelos mais sábios possibilita perpetuar o conhecimento, reduz a incidência de erros, pacifica a família e distribui a felicidade. Outro aspecto que merece nossa atenção é o respeito pelo indivíduo. O Estado, no seu papel de representante da sociedade e árbitro, tem como principal preocupação o cidadão. Não é à toa que todas as ações emanadas do poder público caminham nesta direção.

Não se constrói uma obra pública sem antes ter o aval da comunidade afetada. Espaço físico no Japão é algo escasso e, logo, valioso. Para melhor aproveitá-lo há que se construir estradas e viadutos muito próximos às residências. Nesses casos, vale ressaltar, a população local é chamada para opinar sobre o projeto e sugerir modificações. Querem outro exemplo? As auto-estradas (todas sob administração privada de pedágio e muito bem conservadas) são dotadas de proteção acústica para não perturbar as pessoas que vivem nas proximidades.

Também não posso deixar de mencionar a grande transformação da economia japonesa em potência, que teve como marco o Tratado de Kanagawa, firmado com os Estados Unidos em 1854. A partir daí, os portos foram abertos ao comércio e iniciou-se um processo de intensa industrialização. Mesmo prestes a experimentar uma desaceleração “modesta”, diante das turbulências nos mercados, segundo prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país soube resistir, até agora, à desaceleração econômica dos EUA. Em parte, graças à exposição relativamente prudente dos bancos japoneses ao mercado hipotecário americano.

O Japão, terra dos samurais, das gueixas e das tecnologias do futuro, nos dá lições que vão além do chocante episódio de Hiroshima. Muitos de seus princípios estão ligados aos valores passados de pai para filho. A falta de honestidade, por exemplo, é considerada um erro grave, pecado mortal, por desonrar a família. Será que de fato não temos muito que aprender com os japoneses?
 
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